Uma das máximas do duro mercado musical diz que o rock n' roll é uma estrada para ser trilhada por pouco tempo, quando a idade do artista que está em cima do palco começa a ultrapassar a média de idade de sua platéia, chega o momento de optar pela aposentadoria ou por uma mudança estratégica para um ambiente mais tranquilo.
É uma lei não escrita e mais uma que os Rolling Stones com seus 46 anos de vida, infringem... não é a única, claro, afinal foram anos de excessos e escândalos de todos os tipos, mas também e principalmente de música.
O livro "Sexo, Drogas e Rolling Stones - Histórias da banda que se recusa a morrer" de José Emilio Rondeau e Nélio Rodrigues conta como foram esses 46 anos, usando para isso uma coleção de fazer inveja a qualquer fã da banda e um trabalho rigoroso de pesquisa que inclui detalhes de todas as passagens, mesmo as turísticas, dos membros dos Stones por terras brasileiras.
O resultado são 350 páginas que além de dar uma noção muito boa de tudo o que aconteceu com a banda em sua longa epopéia "sob os refletores" também consegue revelar novos detalhes até para aqueles mais fanáticos, que se orgulham de saber tudo sobre os Stones.
É difícil falar em obra definitiva sobre uma entidade que continua viva, a caminho de sua quinta década de existência e ainda com tanto fôlego, como demonstrou o cineasta Martin Scorsese em seu novo filme "Shine a Light", mas com certeza, um dos melhores retratos que alguém poderia tirar destas primeiras cinco décadas.
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