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sexta-feira, 9 de novembro de 2007

A lei... ora, a lei...


Navegando por aí, você se depara com aqueles repasses de e-mails com os mais diversos conteúdos: piadas, campanhas, abaixo-assinados, crianças desaparecidas, animais abandonados... enfim... um universo a parte que na maioria das vezes vai direto para a lixeira.

Mas hoje, um e-mail deste tipo me chamou atenção, falava sobre um ranking de leis estranhas ao redor do mundo. Era tanta bizarrice que resolvi pesquisar um pouco mais a fundo o assunto e para minha surpresa, o conteúdo do e-mail era só a ponta do Iceberg deste "Zoo Legal" ao redor do mundo.

E quer saber? Não é só no Brasil que existem leis estranhas. Dá só uma conferida:

Se você tem intenções criminosas e está indo para o estado de Washington, é melhor parar antes da fronteira, procurar um telefone e contar suas intenções para a polícia... pelo menos é o que está escrito em uma das leis do estado.

No Texas também, um criminoso precisa de um certo grau de responsabilidade, é necessário que eles avisem suas vítimas sobre suas intenções com pelo menos 24 hrs de antecedência.

Se você for um ET lembre-se de que é proibído pousar nas vinícolas da região da cidade Chateauneuf-du-Pape, na França. Desde 1954 existe uma lei municipal proibindo o pouso de aeronaves extraterrestres naquela área.

Em compensação, os ETs são bem vindos aqui no Brasil, no município de Barra do Garça já existe até uma área de pouso autorizado para OVNIS.

Se em Ohio é proibido embebedar os peixes, em Nova Orleans há multas altíssimas previstas para quem amarrar jacarés aos hidrantes...

Na Califórnia não é permitido ameaçar, nem molestar as borboletas....

E existem locais onde não é permitido morrer... como por exemplo, dentro do Parlamento Britânico ou então, na cidade espanhola de Laronjon, que proíbiu as mortes, até que o cemitério local possa ser adaptado para comportar novos "inquilinos".

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Os últimos suspiros da Indústria Fonográfica?


Apenas lendo as notícias sobre a indústria fonográfica das últimas semanas/meses alguém que não conhece muito do business ficará com a impressão de que está acompanhando um momento chave, aquele em que numa novela, por exemplo, o mocinho descobre que estava sendo traído pela própria mãe... bem não vejo novelas, vocês que vêem já fazem uma idéia do que quero dizer.

Mas as notícias pipocam aqui e ali, dando conta dos últimos suspiros de uma indústria, que já teve proporções gigantes, que encolheu muito ao longo dos anos, mas que mesmo depois do encolhimento continua sem saber o que fazer diante do que está acontecendo no mercado da música.

Há alguns anos, antes da internet, dos MP3, a indústria fonográfica parecia ser um excelente negócio, contratos milionários, lucros infinitos, nenhuma queixa, nem contra as tais fitas cassete, que permitiam, oh! horror! que um cidadão comum, "surrupiasse" os sagrados direitos autorais, que pela lógica deveriam pertencer ao autor da obra, ou seja, o artista; e que por todo um sistema estranho e mal explicado, acabavam sendo o ganha pão destas empresas monstruosas.

O cassete nasceu em 1963 e durante todo o seu periodo de "vida" serviu para que pessoas gravassem suas músicas favoritas, naquele formato clássico do "mix tape" ou pudessem carregar por aí, dentro de seu velho walkman, sua coleção de discos.

Pois bem, de 63 até hoje, não se viu nenhum executivo de gravadora enlouquecido atrás de uma equipe de advogados, dizendo que fitas cassete estavam arruinando uma indústria e acabando com os empregos, blablabla....

E olha que eles ainda criavam alguns empregos, lembro de que algumas das tais "majors", como ainda são chamadas as grandes gravadoras multinacionais, mantinham escritórios razoavelmente grandes no Rio, em São Paulo e outras capitais.
E eles além de cuidar dos interesses da multinacional eram também os responsáveis por manter seus artistas no "topo das ondas", muitas vezes distibuindo o velho "jabá" para as rádios pelo país afora.

Mas nesta época, a gravadora também bancava a criação do produto disco, criava as condições para que o artista o criasse, depois fazia a divulgação, distribuição... enfim... quase todo trabalho.

Os custos começaram a pesar, optando sempre pela solução mais "construtiva", as gravadoras começaram cortando no elenco e nos empregos, fecharam escritórios, começaram a deixar de bancar a criação do produto disco e "canibalizaram" o sistema, inundando o mercado com as tais coletâneas que, vendem bem porque são baratas, mas que no final das contas acabam esvaziando a venda dos discos de carreira de seus próprios artistas.

Enquanto isso tudo continuava acontecendo veio a explosão tecnológica, a pirataria, os MP3, os Ipods e demais tocadores de MP3.
Os artistas cada vez mais conscientes da mudança do mercado estudam agora novas alternativas para competir com a pirataria, abaixando o preço dos discos ou disponibilizando direto seu trabalho para download na web, como fez o grupo britânico Radiohead.

Enfim, o mundo mudou, mas parece que as velhas e enferrujadas majors ainda não perceberam e continuam preferindo usar seus exércitos de advogados numa "Nova Cruzada" em busca de "demonizar" pessoas comuns que baixam músicas pela internet ou que distribuem "mix tapes" para seus amigos.
Bem, é uma escolha, embora não veja nenhum futuro nela, pelo contrário, me parece uma opção final pela extinção do mercado fonográfico, afinal mudar e evoluir nunca fez parte do vocabulário destes velhos dinossauros.