sábado, 31 de outubro de 2009

Hoje é Halloween!


Estava aqui pensando em filmes de terror para assistir hoje, deixar o Halloween um pouco mais divertido, quando me lembrei de um trauma de infância com um destes filmes.

Eu tinha uns 10 ou 11 anos e fui passar uns dias na casa de uma prima, no interior.

Vimos na TV que bem tarde da noite seria exibido um filme de terror daqueles e embora fosse o período de férias, minha tia não permitia que as crianças fossem dormir muito tarde.

O filme seria apresentado muito tarde, isso significava que quando ele fosse começar, todos da casa já estariam dormindo e portanto seria seguro que eu e minha prima nos levantássemos e fossemos até a sala assistí-lo.

Com tudo devidamente combinado, fizemos de conta que já tinhamos ido dormir, esperamos um tempo no quarto e quando a casa não tinha mais nenhum ruído, saímos do quarto, na ponta dos pés, sem acender nenhuma luz.

Chegamos na sala toda escura e ligamos a TV. Logo, o filme começa, uma primeira cena com pessoas com roupas do início da colonização dos EUA, todos ao redor de uma cova, enterrando uma bruxa ainda viva.

Lembro que ela gritava e jurava que voltaria para vingar-se; mas naquela época ainda a minha noção sobre o que seria uma bruxa vinha mesmo dos contos de fadas.

A seguir, uma boa música de suspense e propriamente os créditos de abertura do filme, que me lembro vagamente, mas acredito que mostravam silhuetas negras, sobre um fundo todo vermelho; neste ponto o nosso medo já crescia consideravelmente, ainda mais na casa toda silenciosa e iluminada apenas pela TV ligada.

Eu queria correr de volta para debaixo das cobertas e acredito que minha prima queria o mesmo, mas nenhuma das duas achava que deveria fazê-lo, ficamos lá, na frente da TV mais alguns minutos, quando um barulho estranho vindo de um outro ponto da casa chamou nossa atenção.

Desligamos a TV de um pulo e corremos para o quarto novamente, certamente felizes por não precisarmos ver aquele filme horrível que estava só começando.

Como consequência de nossa aventura noturna, apenas uma noite mal dormida e invadida por pesadelos e uma má impressão danada toda vez que vejo alguém com as roupas dos puritanos.

Infelizmente, não tenho a menor ideia do nome do filme que quase assistimos, pena, porque se o conseguisse localizá-lo tentaria assistí-lo novamente, mas desta vez, torcendo para que a pobre bruxa chutasse a bunda daquele bando de idiotas preconceituosos.

PS: Pesquisei na rede e acho que descobri o nome do filme, trata-se de "Crowhaven Farm", uma produção para a TV de 1970... a foto que inclui no post é dele... Meda!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Nicolas Cage enfrenta os poderes de uma bruxa em novo filme



Nicolas Cage, que estreia em breve no Brasil com "Vício Frenético", enfrenta uma bruxa real no filme de terror "Season of the Witch".

A história se passa no século XIV, quando um cavaleiro, interpretado por Cage, deve transportar uma mulher condenada por bruxaria até um monastério.

Um detalhe importante é que os religiosos acreditam que a tal bruxa é a responsável pela epidemia de Peste Negra que assola a vila onde mora.

Dirigido por Dominic Sena, "Season of the Witch" chega aos cinemas americanos no dia 19/03/2010.

sábado, 24 de outubro de 2009

Distrito 9 - Alienígenas entre nós



Em um dia como todos os outros, a população de Joanesburgo, na África do Sul, leva um tremendo susto ao olhar para o céu e dar de cara com uma gigantesca nave alienígena.

As pessoas entram em pânico, mas depois, ao notarem que nenhum movimento acontece, começam a ficar mais tranquilas e até criam coragem para irem ao encontro da tal nave, tentando compreender o que poderia ter acontecido com sua tripulação.

Ao fazerem isso, descobrem uma população de milhares de seres estranhos, que podem ser descritos como intemediários entre lagostas e insetos gigantes.
Famintos, os seres são levados para a terra e rapidamente instalados em um campo provisório chamado Distrito 9, que é devidamente cercado com arame farpado, para evitar maiores contatos com a população local.

Para resolver a crise, uma agência multinacional é criada. O tempo passa e o campo provisório se transforma em uma gigantesca favela, na cidade, as placas se espalham restringindo o acesso dos alienígenas, que são publicamente discriminados.

Negligenciados completamente pelos poderes públicos e marginalizados, os alienígenas transformam-se em presa fácil para cruéis mafiosos nigerianos que se instalam no Distrito 9 explorando a população, em busca de uma parte de seu avançado armamento.

Começando em tom de documentário, Distrito 9 vai crescendo em dramaticidade, a medida em que vai descrevendo os conflitos causados pela presença forçada dos alienígenas entre os humanos e tudo se transforma em caos, quando 20 anos após a chegada da nave, a tal agência internacional decide mover toda a população da favela alienígena para um campo de concentração distante da cidade.

Para comandar a operação de mudança, a agência nomeia o burocrata Wikus Van De Merwe, interpretado pelo brilhante novato Sharlto Copley, que por sua inocência, embora também carregue um preconceito pesado contra os alienígenas, é a cara "humanitária", na pesada operação militar de captura e repressão que possibilitará o desmanche da favela.

Mas um acidente faz com que Wikus prove um pouco do real tratamento dispensado aos aliens e o drama humano que naquele ambiente sul-africano, traz imediantamente à memória a crueldade do apartheid, começa a tomar dimensões e aspectos cada vez piores.

Dirigido pelo sul-africano Neill Blomkamp, o filme é uma aposta de Peter Jackson, que decidiu usar uma parte do dinheiro que ganhou na Trilogia Senhor dos Anéis, na produção dessa história surpreendente e humana.

Mas bastante crua em seu desenvolvimento, o filme usa e abusa de detalhes que embora ofereçam uma dose extra de veracidade à narrativa, a transformam em um soco bem dado no estômago.

E por falar em estômago, cabe um aviso, esqueça a pipoca, é impossível manter o apetite diante de uma boa parte das cenas de "Distrito 9".