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quarta-feira, 31 de março de 2010

O terror da vida após a morte



A vida após a morte pode ser assustadora. Essa é a ideia por trás do filme "After.Life", que estreia nos EUA no dia 09 de Abril e tem Christina Ricci e Liam Neeson encabeçando o elenco.

Dirigido e roteirizado pela diretora polonesa Agnieszka Wojtowicz-Vosloo, o filme conta a história de Anna (Christina Ricci), que sofre um terrível acidente de carro e acorda na mesa de uma funerária, onde Eliot Deacon (Liam Neeson), prepara seu corpo para o funeral.

Confusa e apavorada, ela acha que ainda está viva e tenta comunicar-se com Eliot. Este, por sua vez, acredita que tem a capacidade de comunicar-se com os mortos e garante que está ali para ajudá-la a fazer a transição para a vida após a morte.

No elenco de "After.Life" também está Justin Long, no papel de Paul, o namorado de Anna que suspeita que coisas estranhas estão acontecendo na tal funerária. O filme ainda não tem uma data de estreia prevista no Brasil.

segunda-feira, 1 de março de 2010

O Lobisomem - Quando ação e vísceras substituem o mistério



Produzido em 1941, o fllme "O Lobisomem" original é considerado um dos maiores clássicos da história do cinema de terror, e ainda hoje consegue assustar mesmo sem possuir grandes efeitos especiais, ou cenas de violência mais explícita, utilizando simplesmente um clima de tensão constante causada pela mágica interação entre um elenco talentoso, uma inspirada direção e um bom roteiro que mantinha o público no escuro, revelando lentamente o horror de uma terrível maldição.

Mas estamos em uma outra época, que não só permite filmar qualquer coisa que a imaginação sonhar, como também, depois da chamada crise economica, existe uma tendência de investidores e estúdios em apostar nas histórias já conhecidas do público e remakes tornaram-se prioridade.

Mas o projeto, que era muito bom no papel, não correu assim tão facilmente na prática e até uma troca de diretor aconteceu durante as filmagens; com Joe Johnston (Jumanji) assumindo a direção.

O resultado final é um filme irregular, onde os efeitos especiais de ponta e uma ação quase ininterrupta tentam substituir o clima de tensão do original, mas sem muito sucesso.

E se a violência, explícita, com todo o sangue e as vísceras pulando na direção da câmera são um ponto negativo nesta nova versão, a direção de arte procura nos detalhes da época vitoriana o "ar de mistério" que a explicitude das cenas mais violentas nos roubou.

O roteiro da nova versão tem algumas diferenças significativas para o original, mas basicamente conta a história de Lawrence Talbot (Benício Del Toro), um ator que afastou-se de sua família aristocrática, mas retorna à casa de seu pai Sir John Talbot (Anthony Hopkins), atendendo a uma carta de Gwen Conliffe (Emily Blunt), noiva de seu irmão Ben (Simon Merrells), preocupada com seu desaparecimento.

Logo ao chegar, Lawrence descobre que o irmão foi morto por um animal selvagem e quase tem o mesmo destino, ao atacar juntamente com outros habitantes do vilarejo, um acampamento de ciganos.

Com a ajuda de Gwen, ele se recupera, mas acaba sendo enviado por seu pai para um sanatório em Londres, onde descobre a verdade sobre sua nova condição e a maldição de que toda a sua familia é vítima, foge e é perseguido por um inspetor da Scotland Yard (Hugo Weaving).

Com muita ação e cenas de violência e terror explícito, a nova versão mostra em todas as cores, aquilo que o filme original apenas sugeria, o que talvez esteja mais de acordo com o gosto das platéias atuais que parecem mesmo incapazes de apreciar sutilezas.

Os atores estão razoáveis, distantes de qualquer lampejo de genialidade, mas ainda dá para destacar o trabalho dos veteranos Geraldine Chaplin, como a cigana (Maleva) e de Anthony Hopkins.

É claro que o filme original é bem melhor, um verdadeiro marco da sétima arte, mas o remake não faz tão feio assim, pelo menos, pode divertir aqueles que ainda não tiveram a chance de ver o original.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Premonição 4 - Último filme da franquia tem como maior atração os efeitos em 3D



Como todas as franquias de terror, esta se baseia em uma fórmula que, se inicialmente parecia ser algo de inovador e interessante, ao chegar em seu quarto filme, já está um tanto desgastada e pede por novidades extras.
E a novidade deste "Premonição 4" é a utilização do 3D e embora o efeito siga os padrões tecnológicos da atualidade, no caso deste filme ele tem a mesma função que tinha em clásicos do horror como "Museu de Cera" (1953); o de provocar a máxima aflição na plateia que em diversas ocasiões se desvia dos tantos objetos que parecem voar da tela em sua direção.

E como eles voam! O roteiro conta a história de um mega-acidente em um autodromo durante uma corrida de carros. No meio do público, Nick (Bobby Campo) vê tudo detalhadamente antes de acontecer e consegue sair com seus amigos, "driblando" a morte.

Mas, como nos outros filmes da franquia, os amigos que escaparam vão morrendo um a um e das formas mais esdrúxulas possíveis.

Sem muito mais a acrescentar, este "Premonição 4" só empolga os fanáticos por este tipo bem específico de terror e aqueles que vão ao cinema atrás de uma diversão rápida, com muito sangue, e graças ao 3D, muitas vísceras voando na direção da plateia.

O filme, dirigido por David R. Ellis , que também dirigiu o segundo filme da franquia, fez muito sucesso nos EUA; onde chegou a arrecadar 27 milhões de dólares em apenas um final de semana, em agosto de 2009.

"Premonição 4" chega ao Brasil bem atrasado; sua estreia prometida inicialmente para Setembro de 2009, acaba acontecendo só agora, em Fevereiro de 2010.

Apesar do grande sucesso, o título do filme em inglês promete que este é o último da franquia. Será? Tomara!

sábado, 31 de outubro de 2009

Hoje é Halloween!


Estava aqui pensando em filmes de terror para assistir hoje, deixar o Halloween um pouco mais divertido, quando me lembrei de um trauma de infância com um destes filmes.

Eu tinha uns 10 ou 11 anos e fui passar uns dias na casa de uma prima, no interior.

Vimos na TV que bem tarde da noite seria exibido um filme de terror daqueles e embora fosse o período de férias, minha tia não permitia que as crianças fossem dormir muito tarde.

O filme seria apresentado muito tarde, isso significava que quando ele fosse começar, todos da casa já estariam dormindo e portanto seria seguro que eu e minha prima nos levantássemos e fossemos até a sala assistí-lo.

Com tudo devidamente combinado, fizemos de conta que já tinhamos ido dormir, esperamos um tempo no quarto e quando a casa não tinha mais nenhum ruído, saímos do quarto, na ponta dos pés, sem acender nenhuma luz.

Chegamos na sala toda escura e ligamos a TV. Logo, o filme começa, uma primeira cena com pessoas com roupas do início da colonização dos EUA, todos ao redor de uma cova, enterrando uma bruxa ainda viva.

Lembro que ela gritava e jurava que voltaria para vingar-se; mas naquela época ainda a minha noção sobre o que seria uma bruxa vinha mesmo dos contos de fadas.

A seguir, uma boa música de suspense e propriamente os créditos de abertura do filme, que me lembro vagamente, mas acredito que mostravam silhuetas negras, sobre um fundo todo vermelho; neste ponto o nosso medo já crescia consideravelmente, ainda mais na casa toda silenciosa e iluminada apenas pela TV ligada.

Eu queria correr de volta para debaixo das cobertas e acredito que minha prima queria o mesmo, mas nenhuma das duas achava que deveria fazê-lo, ficamos lá, na frente da TV mais alguns minutos, quando um barulho estranho vindo de um outro ponto da casa chamou nossa atenção.

Desligamos a TV de um pulo e corremos para o quarto novamente, certamente felizes por não precisarmos ver aquele filme horrível que estava só começando.

Como consequência de nossa aventura noturna, apenas uma noite mal dormida e invadida por pesadelos e uma má impressão danada toda vez que vejo alguém com as roupas dos puritanos.

Infelizmente, não tenho a menor ideia do nome do filme que quase assistimos, pena, porque se o conseguisse localizá-lo tentaria assistí-lo novamente, mas desta vez, torcendo para que a pobre bruxa chutasse a bunda daquele bando de idiotas preconceituosos.

PS: Pesquisei na rede e acho que descobri o nome do filme, trata-se de "Crowhaven Farm", uma produção para a TV de 1970... a foto que inclui no post é dele... Meda!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Nicolas Cage enfrenta os poderes de uma bruxa em novo filme



Nicolas Cage, que estreia em breve no Brasil com "Vício Frenético", enfrenta uma bruxa real no filme de terror "Season of the Witch".

A história se passa no século XIV, quando um cavaleiro, interpretado por Cage, deve transportar uma mulher condenada por bruxaria até um monastério.

Um detalhe importante é que os religiosos acreditam que a tal bruxa é a responsável pela epidemia de Peste Negra que assola a vila onde mora.

Dirigido por Dominic Sena, "Season of the Witch" chega aos cinemas americanos no dia 19/03/2010.

domingo, 23 de agosto de 2009

O Lobisomem - Clássico do terror ganha nova versão




O diretor Joe Jonhston (Jumanji) prepara um remake de um dos maiores clássicos do terror, O Lobisomem de 1941, protagonizado por Lon Chaney Jr, com Bella Lugosi e Claude Rains, no elenco; é um verdadeiro marco do terror, ambientado em uma lúgubre Inglaterra vitoriana, fotografado em preto-e-branco e mesmo sem contar com os tais efeitos especiais de última geração, consegue assustar envolvendo o espectador com seu clima.

Para o remake, Benicio del Toro assume o papel de Lawrence Talbot, um homem que havia deixado para trás a aldeia onde vivia, mas que retorna à propriedade de sua família após o desaparecimento do irmão, quando Gwen Conliffe (Emily Blunt), pede sua ajuda.

Ao lado do pai, interpretado por Anthony Hopkins, Lawrence descobre que os moradores da vila têm sido vítimas de ataques violentos e misteriosos, aparentemente causados por uma antiga maldição, que transforma pessoas comuns em lobisomens a cada nova Lua Cheia.

O Lobisomem chega aos cinemas em Fevereiro de 2010.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

O Nevoeiro (The Mist - 2007)



Dentre as tantas adaptações de histórias do escritor Stephen King, "O Nevoeiro" (The Mist), surge com um enfoque diferenciado: desta vez, o horror aparece em dose dupla, e fica difícil definir o que é pior, as ameaças causadas pelo medo de um fenômeno inexplicável e mortal ou o impacto do horror que ele exerce em um grupo de pessoas que se encontra ameaçado por este fenômeno.

O diretor Frank Darabont, um veterano quando se trata de transportar às telas o terror de King, já tinha três deles em seu currículo quando resolveu adaptar "O Nevoeiro" : "The Woman in the Room" (83), "Um Sonho de Liberdade" (94) e "À Espera de um Milagre" (99); parece apostar na segunda alternativa e mostra que as possíveis reações humanas diante do terror inexplicável, podem ser muito piores do que o ataque de monstros.

Em um vilarejo, no interior dos EUA, cenário favorito do autor, uma tempestade provoca destruição e leva muita gente ao supermercado, atrás de suprimentos e material para consertar os danos.

Entre estas pessoas, estão um artista plástico (Thomas Jane), que cria posters para Hollywood, seu filho e seu vizinho (Andre Braugher), um advogado que aproveita a carona até a cidade, por ter ficado com o carro danificado.

A loja está cheia, mas tudo se complica muito quando um misterioso nevoeiro cai e, de dentro dele, surge um outro morador, ensangüentado e pedindo socorro.

O pânico se estabelece dentro do supermercado e aos poucos vamos conhecendo os outros compradores e funcionários, dentre eles, uma fanática religiosa que entra em surto messiânico quando o terror se estabelece, em um trabalho impecável da atriz Marcia Gay Harden.

Assustador, terrível e claustrofóbico, o filme acaba se revelando como uma das melhores adaptações da obra de Stephen King nos últimos tempos.
Clique aqui para conferir o trailer de "O Nevoeiro".

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

O Fantasma de Lucy Keys (DVD)



Com uma fotografia acima da média no gênero terror, O Fantasma de Lucy Keys (The Legend of Lucy Keys) tem em seu roteiro uma curiosa mistura de lenda local com ficção.

A parte real da lenda é o desaparecimento de uma criança, em 1755, a garotinha Lucy Keys entrou em um bosque próximo da montanha Wachusett, no estado de Massachussets e nunca mais foi vista.

Sua mãe, Martha Keys teria enlouquecido com a perda e seu fantasma seria uma presença constante na tal floresta em busca da filha desaparecida. Até aí vai a lenda.

O roteiro adiciona ao cenário uma família que acabou de sofrer uma perda trágica e se muda para a fazenda da família Keys em busca de um novo começo. Lá, os conflitos atuais e os fantasmas provam que esse recomeço pode ser bem mais complicado do que parece.

Visualmente estiloso sem deixar de ser assustador, o filme é um projeto pessoal do diretor John Stimpson, que também escreveu o roteiro.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

ACERVO



Por uma destas coincidências que nem Carl Jung explica caíram em minhas mãos na semana passada nada menos do que três filmes baseados na obra do gênio da literatura de terror Stephen King.

As adaptações de seus livros para o cinema dariam para preencher várias postagens, mas por enquanto me concentro nas três pérolas que pude rever em VHS:

1.A Hora do Lobisomem - (Silver Bullet - 1985) - Com Gary Busey, Corey Haim e Megan Follows - Dirigido por Daniel Attias este filme deve seu titulo em português a era em que com o sucesso de "A Hora do Espanto" (Fright Night), as distribuidoras de filmes do Brasil começaram a chamar todos os filmes de terror por "A Hora de alguma coisa"

Se os títulos serviram para confundir a cabeça dos espectadores, este é um dos melhores filmes com este prefixo, a história é narrada por uma garota (Megan Follows) que vive com sua família em uma pequena cidade do interior nos EUA.
Tem um irmão menor paralítico, vivido por Corey Haim, que aos poucos acaba desvendando o mistério de diversas mortes violentas que vinham acontecendo no lugarejo.

Terror de primeira, o filme entrou para a lista dos clássicos da década de 80.


2.Fenda no Tempo - (The Langoliers - 1995) - Com Dean Stockwell, Patricia Wettig e David Morse - Esta produção para a TV dirigida por Tom Holland saiu em VHS aqui no Brasil como uma fita dupla, com 180 minutos e chegou a ser exibida por aqui como uma minissérie, dividida em capítulos.

Um grupo de 10 passageiros de um vôo de Los Angeles a Boston pega no sono e quando acorda percebe que todos os demais passageiros do aviâo, incluindo a tripulação, desapareceram enquanto eles dormiam.

Para piorar a situação, o avião continua voando em piloto automático. O clima misterioso é a chave dessa maravilhosa ficção.

3. Vôo Noturno - (The Night Flier - 98) - Com Miguel Ferrer, Julie Entwisle e Dan Monahan - Pela capa, me pareceu uma daquelas coisas para se passar longe, na verdade, só me interessei pelo filme ao ver o nome de Stephen King escrito e acho que valeu a pena.

O filme conta a história de um jornalista inescrupuloso e sensacionalista que é enviado para investigar as mortes de funcionários de pequenos aeroportos de cidadezinhas do interior, ligados a um possível assassino em série que chega sempre à noite em um avião todo preto e deixa suas vítimas sem uma gota de sangue no corpo.

Atenção especial para a assustadora sequência final que faz do filme ser uma boa diversão. A direção é de Mark Pavia.

quinta-feira, 27 de março de 2008

ACERVO



Com essa onda de "desova" em massa de antigos VHS de locadoras, comecei uma pequena coleção de filmes, que vai crescendo aos poucos de acordo com o humor dos sebos que frequento.
Vou colocar por aqui, sempre com este título ACERVO, todas as minhas reações a alguns destes títulos:

A Casa do Terror Tract - House On Terror Tract (2000)

No gênero terror não é incomum deparar-se com filmes que são coletâneas de histórias curtas, como "Olhos de Gato" (85) e Creepshow (82), são exemplos que se destacam dentro deste estilo, não por acaso, ambos baseados em histórias escritas pelo genial Stephen King.
Neste "A Casa do Terror Tract" temos uma grata surpresa, tudo parece estar errado, do título mal traduzido, ao elenco de atores praticamente desconhecidos, com a única e honrosa exceção de John Ritter, uma figurinha carimbada da TV durante as últimas décadas, até sua morte em 2003; tudo indica o típico filme de terror trash com muito sangue e baixo orçamento.
Mas daí vem a surpresa, já na primeira cena, uma inusitada cadeia alimentar em plena atividade em um subúrbio de casas confortáveis em alguma cidade americana, já fica bem claro que o filme está acima da média.
O roteiro mostra um corretor de imóveis, levando clientes a procura de uma nova casa em um belo mercedes e tudo está perfeito, até que... alguém se lembra de perguntar por que a família que vivia naquele lugar mudou-se e por força de uma lei, o corretor é obrigado a contar tudo o que está relacionado àquela propriedade aos possíveis compradores.
E daí, vemos três lindas casas com passados horripilantes e uma conclusão ainda melhor, na sequência trash do final. Dirigido e escrito por Clint Hutchison (Medo em Cherry Falls), o filme é um ótimo passatempo até para quem está atrás de um bom terror.


Depois do Atentado - The Day Reagan Was Shot (2001)

Este drama, feito para a TV, mostra um episódio da história muito específico que pode até ter passado despercebido pela grande maioria, mesmo nos EUA, mas que se aconteceu da forma em que foi retratado neste filme, bem, merece uma análise muito mais profunda.
E o pior é que aconteceu, o roteiro do filme é baseado em fitas cassete gravadas por membros de um "Gabinete de Crise" improvisado para tentar contornar a situação criada com o presidente Ronald Reagan incapacitado no hospital e o vice presidente George Bush em trânsito, no avião entre Texas e Washington.
O incidente, um atentado contra a vida de Reagan cometido por um maluco com a intenção de impressionar a atriz Jodie Foster, colocou muito mais do que a vida do presidente americano em risco. Em 1981, envolvidos em plena Guerra Fria, EUA e União Soviética tinham arsenais nucleares com capacidade para destruir várias vezes todo o planeta.
Dirigido em ritmo frenético por Cyrus Nowrasteh e com o nome de Oliver Stone em sua lista de produtores, o filme expõe fatos perturbadores para dizer o mínimo e está muito além do que qualquer vã teoria da conspiração poderia supor.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

1408



Um escritor talentoso, porém cínico, ganha a vida escrevendo livros caça-níqueis sobre locais mal assombrados. Acostumado a encontrar fraudes, que mesmo assim, prefere não desmascarar, Mike Enslin (John Cusack) segue sua rotina, até que um dia recebe um cartão postal falando sobre o quarto 1408 do Hotel Dolphin, em Nova York e após alguma investigação, decide checar com seus próprios olhos.

Mas o gerente do hotel Mr Olin (Samuel L Jackson), que interditou o quarto há anos, recusa-se a hospedá-lo e dá uma longa lista de razões, que mais aguçam a curiosidade de Mike.

Depois de muito insistir, Mike consegue a chave do quarto, mas só saberá onde está se metendo quando estiver sozinho, tentando desesperadamente sobreviver àquela noite.

Baseado em um conto de Stephen King, 1408 é um dos melhores filmes de terror dos últimos tempos. Ok, isso não significa muito já que o gênero anda mergulhado em um abismo dos mais profundos ultimamente, mas existe uma longa distância entre o clima tenso e bem construido de 1408 e o festival de sangue e mutilações de coisas como os filmes da série "Jogos Mortais".

A construção do roteiro ainda dá margens a outras explicações dos tais fenômenos que acontecem no quarto assombrado; psicológicas, espirituais ou até uma fraude muito bem engendrada pode estar acontecendo e o público tem a chance de acompanhar Mike por uma verdadeira montanha-russa, onde não faltam viradas tão espetaculares quanto assustadoras.

Tão bom, que traz a mente um clássico do gênero, por coincidência também baseado em King, "O Iluminado" do diretor Stanley Kubrick... e não é só porque a trama se desenrola em um hotel mal assombrado.

Vale o ingresso!!!!

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

A Casa das Almas Perdidas (The Haunted / The Haunted: A True Story -91)



Encontrei em um sebo, nesta semana e logo me interessei pelo título, que me lembrou "O Solar das Almas Perdidas" (The Uninvited -1944), estrelado por Ray Milland, um clássico do terror dentro do tema sempre interessante das casas assombradas.

Mas não achei nenhum clássico neste VHS e sim uma boa surpresa, um ótimo filme feito para TV, na verdade a imagem nem tinha aquela textura de película, indicando uma possível produção direta em vídeo.

Baseado no livro "The Haunted: One Family's Nightmare" de Robert Curran, o filme relata a história verdadeira de uma família na cidade de West Pittston, na Pensilvania, às voltas com terríveis eventos sobrenaturais.

Não sei se é por se tratar de uma casa comum, com uma família normal, em uma vizinhança normal, ou pelo fato da história ser real, já que o livro em que se baseia o roteiro contem os relatos de nada menos do que 28 testemunhas, mas o fato é que este é um dos filmes de terror mais assustadores que eu já vi.

Dirigido por Robert Mandel, o filme recebeu indicações aos prêmios Emmy e Golden Globe. Parece que já saiu em DVD, mas de qualquer forma, vale a ida até a locadora!

domingo, 13 de maio de 2007

Assombração



Uma escritora de sucesso tem apenas o título para seu novo livro, "Assombração", mas ainda não conseguiu definir qual será exatamente a história que ele irá contar. Assim começa, Assombração (Gwai Wik-2006), mais um filme da excelente safra de terror/suspense produzido no Oriente pelos irmãos Pang, os mesmos de "The Eye - A Herança" (2005).

Quando começa a escrever, Ting-Yin (Angelica Lee Sinje), sem querer, acaba abrindo uma passagem para um mundo muito estranho por onde vagam muitos espíritos.

E é neste mundo estranho que Ting-Yin irá aprender lições importantes sobre amor, abandono e até consciência ecológica.

Com seu clima onírico, o filme também aceita outras leituras que fogem ao modelo espiritualista mais óbvio e superficial. Seja qual for sua escolha para explicá-lo, o filme vale a corrida até a locadora mais próxima.