quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Robert Plant traz de volta a Band of Joy



O eterno vocalista do Led Zeppelin, Robert Plant já dá novos passos para iniciar uma nova fase em sua carreira.

Às vésperas de completar 62 anos de idade, o artista retoma um capítulo importante do início de sua vida artística, a "Band of Joy", recriada agora com novos músicos e apenas Plant como membro original, é a banda onde ele e o baterista John Bonham começaram a sua carreira em meados da década de 60.

Mas da mesma forma que o grupo posterior de Plant, o Led Zeppelin incorporava a sua irresistível e inovadora sonoridade diversos dos maneirismos da "Band of Joy"; nesta nova encarnação da banda, quem serve como influência criativa e musical agora é o próprio Zeppelin.

Porém, não só ele, no riquíssimo caldeirão musical ainda cabe cada uma das fases musicais de Plant, das velhas raízes blues à música eletrônica, passando até pelo clima bluegrass de seu disco mais recente, em que o músico dividiu os microfones com Alison Krauss, o excelente "Raising Sound" (2007); que por sinal levou nada menos do que todos os 5 Grammys a que foi indicado.

Nesta nova fase, com Plant como único membro original, a banda será formada por Patty Griffin nos vocais, Darrell Scott, multi-instrumentista, Byron House, baixo, Marco Giovino bateria e percussão, e o coprodutor Buddy Miller na guitarra.

O disco ainda não chegou nas lojas, mas a banda já está na estrada. Com um longa tournê que começou no mês de abril, na Inglaterra, o músico tem levado aos palcos um repertório que mistura canções de todas as fases de sua carreira, incluindo os velhos carros de guerra do Led Zeppelin e saborosas versões covers de antigos clássicos que influenciaram tanto o próprio Led, quanto a Band of Joy original.

Claro que as músicas do novo disco também ocupam um lugar de honra neste repertório com um destaque especial para o primeiro single do disco, "Angel Dance".

De acordo com o site oficial do cantor, o novo trabalho chega às lojas de disco no dia 13 de Setembro. Para quem ficou curioso sobre este novo trabalho, resta conferir o videoclipe de "Angel Dance" que já está na rede. Simplesmente imperdível!

Faixas de "Band of Joy"

1.Angel Dance
2.House of Cards
3.Central Two-O-Nine
4.Silver Rider
5.You Can't Buy my Love
6.I'm Falling In Love Again
7.The Only Sound That Matters
8.Monkey
9.Cindy, I'll Marry You One Day
10.Harms Swift Way
11.Satan Your Kingdom Must Come Down
12.Even This Shall Pass Away

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Encontro Explosivo - Tom Cruise, Cameron Diaz e muita correria



Ação, comédia, cenários exóticos, romance, muita adrenalina e dois grandes nomes do cinema parece a lista de ingredientes perfeita para criar um bom filme destinado a ocupar desde a estreia o primeiro lugar na lista de melhores bilheterias; mas no cinema, assim como na culinária, nem sempre a união dos ingredientes resulta em um bom prato.

Existe sempre um tempero extra que é imprevisivel e que faz toda a diferença. Esta é a maior lição que os poderosos do cinema estão aprendendo com "Encontro Explosivo" (Knight and Day -2010), uma super produção com todos os ingedientes possíveis para arrebatar as plateias, mas que no final das contas, não consegue empolgar.

O roteiro acompanha June (Cameron Diaz), uma garota que reforma carros antigos e vai até Wichita buscar peças para seu GTO clássico e no retorno para casa, no aeroporto, tentando embarcar para Boston, esbarra em Roy Miller (Tom Cruise) e passa a viver uma aventura completamente tresloucada ao lado dele, que se revela um agente secreto em uma missão solitária e desesperada para tentar evitar que uma nova fonte de energia caia em mãos erradas.

No encalço do heroi, o agente Fitzgerald (Peter Sarsgaard) deixa uma dúvida sobre suas reais intenções e está sempre a poucos passos de distância de alcançar Miller.

Tudo é muito veloz, perigoso e embora existam poucas pausas na ação em que o público possa efetivamente respirar, o filme acaba sendo muito mais uma longa e descartável sequência de cenas esteticamente bem trabalhadas e que certamente ficam bem distantes das intenções do bom diretor James Mangold.

Para salvar "Encontro Explosivo" do desastre total apenas o carisma de Cruise e Diaz e a graça de algumas situações o que considerando as expectativas e os custos da mega-produção é muito pouco. Uma pena.

sábado, 19 de junho de 2010

Os primeiros anos de uma rainha - A Jovem Rainha Vitória (2009)



A monarquia talvez seja a instituição britânica mais notável, capaz ainda de provocar em todo mundo sentimentos como curiosidade e admiração, quase sempre temperados por uma boa dose de controvérsia.

Não é por acaso que seus reis e rainhas sejam retratados de tempos em tempos pelo cinema em obras de destaque como "A Rainha" (2007) de Stephen Frears, Elizabeth (1998) e Elizabeth - A Era de Ouro (2009), só para ficar nos mais recentes.

Agora, uma outra personagem desta admirável instituição ganha seu espaço nas telas, trata-se de "A Jovem Rainha Vitória", uma primorosa reconstituição de época, que rendeu 3 indicações e o Oscar de Melhor Figurino, mostrando como foram os primeiros anos da soberana que por mais tempo ocupou o trono britânico.

Com Emily Blunt no papel título, o filme mostra a luta da jovem princesa que sente-se prisioneira do próprio destino, ao descobrir-se como única herdeira do trono de seu tio William (Jim Broadbent).
Protegida de todas as maneiras possíveis durante a infância e adolescência, a jovem mostra bastante personalidade ao não deixar-se manipular pelo ambicioso padrasto Sir John Conroy (Mark Strong).

Inexperiente, já que foi coroada aos 18 anos de idade, ela passa a aceitar os conselhos do Primeiro Ministro Lord Melbourne (Paul Bettany), um político esperto que muitas vezes a coloca em situações desastrosas.

E acaba se apaixonando pelo primo Albert (Rupert Friend), um príncipe alemão que se tornaria seu marido e uma grande influência em seu reinado.

O filme mostra um retrato um pouco mais realista e menos romântico do que "Os Jovens Anos de uma Rainha" (1954), que tem Romy Schneider no papel de Vitória e foi dirigido por Ernst Marischka.

Dirigido pelo canadense Jean-Marc Vallée, "A Jovem Vitória" tem como maior trunfo o fato de apresentar para as novas gerações uma personagem chave de sua época e responsável por inúmeras mudanças nos rumos de seu país, que em suas mãos emergeria como a maior potência mundial de seu tempo.